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FIGURAS DE LINGUAGEM

  • 5 de out. de 2017
  • 2 min de leitura

1. EXPLIQUE A DIFERENÇA ENTRE COMPARAÇÃO E METÁFORA, COM EXEMPLOS:

Comparação: A comparação é uma figura de linguagem semelhante à metáfora usada para demonstrar qualidades ou ações de elementos. A relação entre esses nomes pode formar uma comparação simples ou uma comparação.

É mais facilmente entendida como a aproximação de dois termos que se assemelham.

Ex: “ O Amor queima como o fogo

Os dois termos, Amor e fogo, mantêm, cada um, com o seu próprio significado.

Metáfora: Metáfora é uma figura de linguagem que produz sentidos figurados por meio de comparações implícitas. Ela pode dar um duplo sentido à frase. Com a ausência de uma conjunção comparativa. Também é um recurso expressivo.

Ex: “ Amor é fogo que arde sem se ver

O termo fogo mantém seu sentido próprio - desenvolvimento simultâneo de calor e luz, que é produto da combustão de matérias inflamáveis, como, por exemplo, o carvão - e possui sentidos figurados - fervor, paixão, excitação, sofrimento etc..

2. EXPLIQUE AS FIGURAS SONORAS, COM EXEMPLOS E ILUSTRAÇÃO: ASSONÂNCIA, ALITERAÇÃO, ONOMATOPEIA:

Figuras sonoras: As figuras sonoras são recursos muito utilizados em poemas e músicas e, por seu caráter expressivo, proporcionam ao leitor uma experiência sinestésica. Chamamos de figuras sonoras aquelas que estão relacionadas com os aspectos fonéticos e fonológicos das palavras. São elas: aliteração, assonância, paronomásia e onomatopeia.

Aliteração: Consiste na repetição de um fonema para sugerir acusticamente algo que temos em mente. Observe o exemplo no trecho da música “Ode ao rato”, de Chico Buarque:

“(...) Rato Rato que rói a roupa Que rói a rapa do rei do morro Que rói a roda do carro Que rói o carro, que rói o ferro Que rói o barro, rói o morro Rato que rói o rato Ra-rato, ra-rato Roto que ri do roto Que rói o farrapo Do esfarra-rapado Que mete a ripa, arranca rabo Rato ruim Rato que rói a rosa Rói o riso da moça E ruma rua arriba Em sua rota de rato (...)”.

Paranomásia: Consiste no emprego de palavras parônimas, cuja sonoridade é semelhante, apesar de apresentarem significações diferentes. Observe o exemplo na música Qualquer coisa, de Caetano Veloso:

“(...) Berro pelo aterro Pelo desterro Berro por seu berro Pelo seu erro Quero que você ganhe Que você me apanhe. Sou o seu bezerro Gritando mamãe (...)”.

Onomatopeia: consiste no emprego de um fonema em uma palavra com a intenção de descrever acusticamente um objeto pela ação que exprime, frequentemente traduzindo vozes dos animais ou os sons das coisas. Observe o exemplo no poema O relógio, de Vinicius de Moraes:

Passa, tempo, tic-tac Tic-tac, passa, hora Chega logo, tic-tac Tic-tac, e vai-te embora Passa, tempo Bem depressa Não atrasa Não demora Que já estou Muito cansado Já perdi Toda a alegria De fazer Meu tic-tac Dia e noite Noite e dia Tic-tac Tic-tac Dia e noite Noite e dia.

O emprego das figuras sonoras tem como principal objetivo explorar a musicalidade presente nas palavras, especialmente quando essas se combinam a outras, produzindo efeito não apenas sonoro, mas também de sentido, despertando diferentes sensações no leitor ao conferir à palavra escrita um caráter sinestésico.


 
 
 

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